quarta-feira, 11 de novembro de 2009

Hélio Costa propõe criação do programa "Bolsa Celular"


Ideia é dar aparelho com R$ 7 de crédito a atendidos pelo Bolsa Família. No total, seriam distribuídos 11 milhões de celulares; Lula teria aprovado
Fonte: 10/11/2009 17:36 G1/Globo.com e agência Brasil
Fonte: http://portal.rpc.com.br/gazetadopovo/vidapublica/conteudo.phtml?tl=1&id=942824&tit=Helio-Costa-propoe-criacao-do-programa-Bolsa-Celular
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É o fim da rosca....
O brasileiro sendo massacrado pela criminalidade, precisando emprego, comida, qualificação profissional, melhores moradias e condições de vida para seus filhos....
Veja bem, não sou "contra" o Lula, não me entendam errado, mas gente, tem coisa mais importante para fazer, do que fomentar e dar mais dinheiro para as empresas de telefonia celular !
Pergunta que não quer calar 1:
Para o povo que usa este dinheiro para comprar comida, não seria melhor pegar estes MILHÕES que será DADO para as empresas de telefonia (que na sua maioria são estrangeiras) e acrescentar e dar em dinheiro a mais para o pessoal que recebe o Bolsa Família ?
Como um 13º por exemplo, para melhorar o Natal ?
Assim comprariam comida e aqueceriam toda uma cadeia produtiva nacional, de comércios, indústrias, agricultores, gerando emprego e renda, visto que as empresas de telefonia iria acabar enviando este dinheiro para as matrizes que ficam fora do Brasil.

quinta-feira, 22 de outubro de 2009

Só no Brasil mesmo! Criminoso mata e recebe $$


Acredite se puder...Pensei que tivesse visto de tudo nesse Brasil...
Pois é....
Além de ficarmos PAGANDO a mordomia deles, com 5 refeições por dia, banho de sol, sem falar em visitas íntimas, indulto de Natal e indulto do dia das mães para quem, matou a mãe dos outros...
VOCÊ SABIA?
Que existe o "Bolsa Marginal"
Você sabia que todo presidiário tem uma bolsa para sustentar a família, pois o coitadinho não pode trabalhar para sustentar sua família, pois está preso por matar o pai de família dos outros ? (tire a dúvida no site da própria previdência)http://www.previdenciasocial.gov.br/conteudoDinamico.php?id=22
E não é apenas para filhos do marginal. Pode ser para esposa, mãe, pai, ou qualquer um que se diga beneficiário do marginal.

Pergunta que não quer calar 1:
Por acaso os filhos do sujeito que foi morto pelo coitadinho que está preso recebe uma bolsa de R$752,12 para seu sustento?
Pergunta que não quer calar 2:
Já viu algum defensor dos direitos humanos defendendo esta bolsa para os filhos das vítimas?
Pergunta que não quer calar 3:
Se este beneficio, é porque o coitado, não pode trabalhar mais para sustentar sua familia, pois está preso ? Qual o trabalho do ladrão mesmo ?
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É por estas e outras, que a criminalidade não diminui ... mate e assalte....... e ganhe o "bolsa marginal".






sexta-feira, 17 de julho de 2009

A outra epidemia


Do ponto de vista da moralidade, por outro lado, até em instituições públicas que julgávamos venerandas, a cada dia há um novo espanto. Não por obra de todos os que lá foram colocados (por nós), mas o que ficamos sabendo é difícil de acreditar. Teríamos de andar feito o velho filósofo grego Diógenes, que percorria as ruas em dia claro com uma lanterna na mão. Questionado, respondia procurar um homem honrado.
Vamos ter de sair aos bandos, aos magotes, catando essa figura, não uma, mas multidões delas, para consertar isso, que parece não ter arrumação? Se os homens nos quais confiamos, em seus cargos importantes, já não servem de modelo, devemos dizer aos nossos filhos e netos que não olhem para aquele lado nem os imitem? O Senado da República, só para citar um caso atual, teve sua maior importância em Roma, a antiga, e se originou nos milenares conselhos de anciãos, ou homens sábios e meritórios de tempos remotos. O Senado Romano também não era um congresso de santos: até Brutus ali tramava, ocultando nas vestes o punhal com que mataria Júlio Cesar, seu protetor. Afinal eram – e são – todos apenas humanos, e o problema sempre começa aí. A noção idealizada de um grupo de homens virtuosos liderando tornou-se mais realista, levando em conta as nossas mazelas. E daí? – dirão os mais céticos. Toda família tem seu esqueleto no armário, todo povo também: houve papas assassinos e mulherengos, reis dementes, rainhas devassas, e alguns normaizinhos, que só buscavam cumprir seus deveres e cuidar da sua gente sem prejudicar ninguém.Eu queria preservar a imagem dos homens públicos como uma estirpe vagamente nobre, em cargos solenes, que lutariam pelo país ou por sua comunidade, por nós todos, buscando antes de tudo o bem dos que neles confiaram. Em caso de dúvida ou perplexidade, a gente olharia para eles e saberia como agir. Mas, como de um lado nos tornamos mais abertamente corruptos e de outro estamos mais condescendentes, instalou-se entre nós uma epidemia moral. Se fomos criados acreditando que o importante não é ter poder, mas ser uma pessoa honrada, estamos mal-arranjados. Pois, na vida pública, não malbaratar o dinheiro, não fazer jogos de poder ilícitos, não participar das tramas, ficar fora da dança dos rabos presos em que todos se protegem, virou quase uma excentricidade. Quem sabe o jeito é engolir sapos inaceitáveis: fim para o idealismo, treinem-se um olho clínico e cínico, enchendo bolsos e esvaziando pudores na permissividade geral que questiona o velho conceito de certo-errado. Talvez ele não passe de uma ilusão envelhecida, para sobreviver em vez de afundar. Não sei. A cada dia sei menos coisas. Antigas certezas se diluem: calejados pelas decepções, vacinados contra a indignação, não sabemos direito o que pensar. Então não pensamos.A sorte é que apesar de tudo o país anda, a grande maioria de nós labuta na sua vidinha, trabalhando, pagando contas, construindo casas e ruas e pontes e amores e famílias legais. Lutando para ser pessoas decentes, as que carregam nas costas o mundo de verdade. É a nós – o povo, independentemente da cor, da chamada classe, da conta bancária ou do lugar onde mora – que os ocupantes de cargos públicos devem servir. Nós os elegemos e pagamos (coisa que nosso lado servil costuma esquecer), e não podemos ser contaminados por essa epidemia contra a qual não há vacina, mas para a qual é preciso urgentemente encontrar alguma cura. Enquanto ela não chega, mais uma vez eu digo: meus pêsames, senhores.
Por Lya Luft, escritora.

quarta-feira, 8 de julho de 2009

Explicando política às crianças


Imagino que as crianças devam ficar muito confusas com as notícias da política. Resolvi, então, preparar um pequena cartilha que as ajudará a entender essa coisa misteriosa que é o centro da vida nacional e que, por vezes, quando convém aparece e quando não convém, desaparece...
1. Somos uma democracia. A democracia é o melhor sistema político. É o melhor porque nele, ao contrário das ditaduras, é o povo que toma as decisões;
2. Em Atenas, berço da democracia, era fácil consultar a vontade do povo. Os cidadãos se reuniam numa praça e tomavam as decisões pelo voto. Mas no Brasil são milhares de cidades, espalhadas por milhares de quilômetros e os cidadãos são milhões. Não podemos fazer uma democracia como a de Atenas. Esse problema foi resolvido de forma engenhosa: os cidadãos, milhões, escolhem por meio de votos uns poucos que irão representá-los. O Congresso é a nossa Atenas...;
3. Os representantes do povo, eleitos pelos votos dos cidadãos -vereadores, deputados, senadores, prefeitos, governadores, presidente-, são pessoas que abriram mão dos seus interesses e passaram a cuidar dos interesses do povo;
4. É assim que dizem as teorias. Na prática, não é bem assim...;
5. No Brasil, são muitos os partidos que, no frigir dos ovos, se reduzem a dois: o partido das raposas e o partido das galinhas;
6. As raposas, devotas de São Francisco, sabem que é dando que se recebe. Assim, movidas por esse ideal espiritual, elas dão milho para as galinhas...;
7. As galinhas acreditam nas boas intenções das raposas e tomam esse gesto de dar milho como expressão de amizade. A abundância do milho as faz confiar nas raposas. E, como expressão da sua confiança nascida do milho, elas elegem as raposas como suas representantes. Assim, na democracia brasileira, as raposas representam as galinhas;
8. Eleitas por voto democrático, às raposas é dado o direito de fazer as leis que regerão a vida das galinhas e das raposas...;
9. As leis que regem o comportamento das raposas não são as mesmas das galinhas. Sendo representantes do povo, precisam de proteção especial. Essa proteção tem o nome de "privilégios", isto é, leis que se aplicam só a elas;
10. Privilégio é assim: raposa julga galinha. Mas galinha não julga raposa. Raposa julga raposa. Logo, raposa absolve raposa;
11. "Todos os cidadãos são livres e têm o direito de exercer a sua liberdade." As galinhas são livres para serem vegetarianas e têm o direito de comer milho. As raposas são carnívoras e livres para comer galinhas;
12. A vontade das galinhas, ainda que de todas elas, não tem valia. Vontade de galinha solitária só serve para escolher suas representantes;
13. Permanece a sabedoria secular de Santo Agostinho, aqui em linguagem brasileira: "Tudo começa com uma quadrilha de tipos fora da lei, criminosos, ladrões, corruptos, doleiros, burladores do fisco, mafiosos, mentirosos, traficantes. Se essa quadrilha de criminosos se expande, aumenta em número, toma posse de lugares, de cargos, de ministérios, da presidência de empresas e fica poderosa ao ponto de dominar e intimidar os cidadãos -e estabelecendo suas leis sobre como repartir a corrupção-, ela deixa de ser chamada quadrilha e passa a ser chamada de Estado. Não por ter-se tornado justa, mas porque aos seus crimes se agregou a impunidade".
14. Portanto, galinhas do Brasil! Acordai! Uni-vos contra as raposas!
Nota: O texto inteiro de "Explicando política às crianças" se encontra em www.rubemalves.com.br.
Por Rubens Alves, educador, filósofo e escritor.
Fonte: Jornal "A Folha de S. Paulo"

quinta-feira, 2 de julho de 2009

O fato novo na crise do Senado

Ao atingir a burocracia que dominava a informação, principal fonte do poder da elite administrativa da Casa, as denúncias expuseram o conjunto dos senadores e provavelmente não deixarão nenhum partido intacto. É essa a questão central da crise.

A burocracia não profissional do Senado foi estruturada para servir uma casa parlamentar enraizada no patrimonialismo. A cultura política dos senadores que emergiram de um voto tradicional incorpora como naturais e legítimos os privilégios que chegam via normas excessivamente elásticas e vazios legais. É como se fossem um prêmio pela vitória eleitoral que os guindou a senadores numa eleição majoritária. A “burocracia política” viabiliza o acesso dos senadores a esses privilégios e os legitima; em compensação, apropria-se também de parcelas de privilégios, quer corporativamente (com concessões de horas extras indevidas, por exemplo), quer individualmente (como a intermediação de contratos de crédito consignado em folha ao funcionalismo da casa).A crise de 2008, sob a presidência de José Sarney, fugiu ao controle. Houve um desequilíbrio na lógica de que as crises e disputas políticas entre senadores encerravam-se em culpas individualizadas e se extinguiam quando era punido um deles. Foi o que aconteceu com os senadores Antonio Carlos Magalhães (PFL-BA) e Jáder Barbalho, em 2001; e com Renan Calheiros (PMDB-AL) no ano passado. E também houve um desequilíbrio na lógica de que, no momento seguinte à punição, havia uma recomposição política alicerçada e a partir da estrutura funcional do Senado. Não foi casualmente que o ex-diretor-geral ficou no cargo por 14 anos e sobreviveu à queda de dois presidente da instituição e ao esvaziamento do poder de um ex-presidente.

terça-feira, 23 de junho de 2009

Indignação ou inveja?


Desde sábado corre na imprensa a notícia de que o mordomo de Roseana Sarney recebe um salário de R$12 mil do Senado. Também correm as notícias dos atos sigilosos do Senado, assim que como correram a farra das passagens e o mensalão. São coisas que causam justa revolta. Mas vamos juntar isso com um outro dado.
Conheço muitas pessoas que estudam ou estudaram para concursos públicos. Sem recriminá-las — até porque eu creio que existem funções legítimas e necessárias do Estado, e é melhor que sejam desempenhadas por pessoas boas e qualificadas — , não posso deixar de observar que, de modo geral, seu objetivo, como o dos demais concurseiros, era obter a segurança, a estabilidade e a boa remuneração do cargo. Isto é, seu objetivo era antes receber do que dar; mesmo que elas todas trabalhem dignamente, não me parece que estejam realizando uma vocação que encontra no serviço público seu ambiente ideal. Em todas as vezes que tentaram convencer-me a estudar para um concurso, foram ressaltadas as benesses do cargo. Que boa parte das pessoas considere inteiramente natural que privilégios sejam conquistados por concursos é coisa que me admira e que me faz até crer em sua legitimidade; eis, afinal, a famosa vontade popular.
O que me põe a pulga atrás da orelha é ver como essa crença na naturalidade dos privilégios adquiridos se junta à revolta contra as passagens dos deputados e o mordomo de senadora. Servidores concursados e eleitos são pagos com o mesmíssimo dinheiro dos impostos. Por que não se faz cara feia quando, à mesa com familiares e amigos, alguém anuncia as vantagens do cargo para o qual está estudando, mas há revolta quando se descreve ou descobre as benesses de que desfrutam os deputados e senadores?
Pergunto-me também se essa atitude não está associada a outras. Quem mora no Rio de Janeiro sabe que o estilo carioca de dirigir dá novos sentidos à famosa frase de Sartre: “o inferno são os outros”. O motorista que fecha o cruzamento é o mesmo que se revolta com o cruzamento fechado por outro motorista. O motoqueiro que bate no retrovisor do seu carro sequer pára para ver o que aconteceu — e obviamente ele sentiu o baque mais do que o motorista do carro. É difícil crer que o vizinho que faz barulho e atira coisas pela janela e pelo vão central do prédio (moro no segundo andar, e tendo a crer que do terceiro em diante praticamente só há hooligans) queira ouvir barulho e ver lixo caindo dentro de sua casa.
Tudo isso denuncia não apenas a descrença no bem comum como, num nível muito menos abstrato, o desrespeito pelo outro que está a seu lado. O motorista que fecha o cruzamento pode enxergar as pessoas de cuja vida roubará alguns minutos. O vizinho que joga coisas e faz barulho encontra o outro vizinho no elevador. O concurseiro que só quer benesses está atrás do dinheiro dos impostos pagos por muita gente que ele não conhece, mas também do dinheiro dos seus amigos e parentes.
Diante disso, já é possível ouvir o contra-argumento: “faço porque todo mundo faz”. Se ninguém respeita o outro, e sequer tem idéia do bem comum, então respeitar o outro e fazer pequenos sacrifícios (para nem falar de grandes) em nome do bem comum significa ficar em séria desvantagem. Mas, sem nem mesmo recorrer à moral religiosa, basta recordar o que diz Sócrates no diálogo Górgias, de Platão: “É melhor sofrer a injustiça do que praticar a injustiça”. A má conduta alheia jamais deve ser usada para justificar a má conduta própria. Talvez ela seja um atenuante, mas só. De todo modo, permanece no fundo a motivação de apenas receber e nunca dar.
Por isso, retomando o assunto principal, proponho a seguinte pergunta: como poderia alguém que abertamente se declara interessado apenas nas benesses de um cargo público repreender aqueles que recebem benesses maiores? A diferença é apenas de grau, não de substância. Se fosse necessário entender melhor e mais especificamente essa revolta, não seria necessário distinguir entre a justa indignação por um abuso e a inveja de quem só espera conquistar o direito a certas benesses?
Por Pedro Sette Câmara, tradutor.

segunda-feira, 22 de junho de 2009

A justiça tarda, mas tarda demais.

O Brasil é um país onde corrupção tornou-se sinônimo de política. Escândalos políticos há tempos fazem parte do dia a dia nacional e, lamentavelmente, o brasileiro parece já ter se acostumado a isto. Ouvir no noticiário que algum governante andou burlando leis, fraudando documentos, subornando funcionários, sonegando impostos, já não chama mais atenção. Não choca mais o ouvido de qualquer pessoa.

Questionam-se os brasileiros: em meio a tanta impunidade dos desonestos que pintam e bordam na sociedade de nosso país, até quando a massa aceitará em silêncio tanta desonestidade e falta de punição? Até quando o povo aguentará sustentar uma corja de marajás que sequer tem noção das dificuldades pelos quais o país passa? A resposta é simples: o povo aguentará enquanto não tiver formação e conhecimento suficiente para da maneira correta intervir e mudar o quadro político brasileiro.

Logo, esta “fiscalização” que o povo pode vir a fazer é praticamente impossível, e se for, está anos luz à frente da realidade nacional. Com um setor de educação deficiente, a base educacional brasileira vem formando indivíduos que só sabem abaixar a cabeça e contribuir, na maior parte das vezes inconscientemente, com a corrupção crescente, sendo coniventes e esperando que alguma solução divina caia do céu.

Em suma, o Brasil continuará sendo palco de corrupção e escândalos políticos por muito tempo. Enquanto cidadãos não possuírem base educacional suficiente para terem consciência da sociedade em que vivem e assim estarem condicionados para contestá-la, restará ao povo brasileiro a esperança de dias melhores, e a crença no dito popular de que a justiça tarda, mas não falha.